História da Umbanda

Umbanda

No princípio do século XVI, negros bantos desembarcaram no Brasil. Negros esses da região Bantu (Congo-Angola), região esta rica em cultura e costumes, principalmente os costumes religiosos nos quais eram complexos e diversificados. Com a chegada dos bantos ao Brasil, também chegaram diversas culturas, costumes e rituais religiosos, entre eles, um ritual singelo infiltrado em algumas expressões dos Cultos aos Inquices (Divindades para o povo Banto) na África praticada pelos Bakongo, ritual este denominado por NBANDA, no qual sua tradução para o português é mais próxima da “Arte da cura” ou “Magia da cura”Este ritual era uma forma de limpar o corpo espiritual e material do iniciado antes do mesmo dar início às obrigações com os Inquices. O responsável por esta prática ritualística era chamado de Makuá Nbanda, era uma espécie de Zelador espiritual que através de sua mediunidade incorporava Guias Espirituais para os mesmos realizarem os processos de limpeza física e espiritual dos iniciados. Portanto, ao chegar no Brasil, este culto foi singelamente praticado, porém, não da mesma forma que na África, pois, alguns praticantes do mesmo passaram a cultuarem esses Guias espirituais sem a intenção de iniciarem filhos para Inquices.

Este ritual passou a ter outro objetivo além da limpeza espiritual e física, os Guias espirituais manifestados em seus “veículos” começaram a darem passes espirituais e consultas. Guias esses chamados na época de “Pais Velhos”, nos quais eram espíritos ancestrais de antigos negros de diversas regiões africanas, principalmente a região Bantu (Congo-Angola). Entre o século XVI e XVII este ritual praticado por alguns negros bantos se miscigenou com rituais indígenas, rituais que tinham como ordem hierárquica Guias Espirituais de antigos ancestrais indígenas, onde haviam manifestações mediúnicas desses ancestrais em índios mais velhos, como, os pajés. 

A formação hierárquica da Umbanda surgiu neste momento, exatamente na miscigenação dos negros bantos com índios brasileiros, tendo a predominância espiritual das Entidades de antigos índios e de antigos negros africanos, e com passar do tempo também negros brasileiros. Essas Entidades espirituais foram denominadas no Brasil por ‘Caboclos de Pena’ e ‘Pretos Velhos’ e o culto foi denominado “Umbanda”, por causa da predominância do termo no antigo ritual Banto. A sociedade branca só passou a ter conhecimento da Umbanda por causa de um homem chamado Zélio Fernandino de Moraes. Este homem vinha de família espírita, mas diz a história que no início do século XX. Zélio precisou do socorro umbandista, e em 1908 teve a manifestação espiritual numa sessão Espírita de um Caboclo de Pena chamado “Caboclo das 7 encruzilhadas”, Caboclo este que anunciou a Umbanda perante a sociedade branca da época e no qual guiou Zélio a abrir uma Tenda de Umbanda (a primeira tenda exposta a sociedade, sem nenhum tipo de ”camuflagem social”).

Zélio foi o primeiro branco a enfrentar a própria sociedade da qual convivia, tentando fazer a mesma respeitar a Umbanda. Umbanda é uma religião brasileira, vinda de uma miscigenação Banto-Ameríndia ou Afro-Ameríndia. Sua predominação espiritual são de espíritos superiores designados a missões sérias, nos quais chamamos hoje de Entidades ou Guias Espirituais. As ritualísticas são conduzidas por essas Entidades e pelos Dirigentes Espirituais, conhecidos também por: Zeladores, Pais/Mães, Padrinhos/Madrinhas e carinhosamente pelo povo (de uma forma erronia, porém, tradicional) por Pais ou Mães de Santo.

Significado da palavra Umbanda

 
ORIGEM

A palavra Umbanda é um vocábulo sagrado da língua Abanheenga, que era falada pelos integrantes do tronco Tupy. Diferentemente do que alguns acreditam, este termo não foi trazido da África pelos escravos. Na verdade, encontram-se registros de sua utilização apenas depois de 1934, entre os cultos de origem afro-ameríndia. Antes disto, somente alguns radicais eram reconhecidos na Ásia e África, porém sem a conotação de um Sistema de Conhecimento baseado na apreensão sintética da Filosofia, da Ciência, da Arte e da Religião. O termo Umbanda, considerado a “Palavra Perdida” de Agartha, foi revelado por Espíritos integrantes da Confraria dos Espíritos Ancestrais. Estes espíritos são Seres que há muito não encarnam por terem atingido um alto grau de evolução, mas dignam-se em baixar nos templos de Umbanda para trazer a Luz do Conhecimento, em nome de Oxalá – O Cristo Jesus. Utilizam-se da mediunidade de encarnados previamente comprometidos em servir de veículos para sua manifestação.

Os radicais que compõem o mote UMBANDA são, respectivamente:

AUM – BAN – DAN sua tradução pode ser comprovada através do alfabeto Adâmico ou Vattânico revelado ao Ocidente pelo Marquês Alexandre Saint-Yves d’Alveydre, na sua obra “O ARQUEÔMETRO” AUM significa “A DIVINDADE SUPREMA”BAN significa “CONJUNTO OU SISTEMA” DAN significa “REGRA OU LEI” A UNIÃO destes princípios radicais, ou AUMBANDAN, significa “O CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS”

Conceitos de Umbanda

A Umbanda é uma religião natural que segue minuciosos ensinamentos de várias vertentes da humanidade. Ela traz lições de amor e fraternidade sendo cósmica em seus conceitos e transcendental em seus fundamentos. A essência, os conceitos básicos da Lei de Umbanda fundamentam-se no seguinte:

Existência de um Deus único
Crença de entidades espirituais em evolução
Crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual
Crença em guias mensageiros
Na existência da alma
Na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médiun
Essas são as principais características fundamentais das Leis de Umbanda, uma religião que prega a Paz, a União e a Caridade.